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O laboratório

No seguimento do artigo anterior, partilho agora o meu laboratório. Como referi anteriormente, não tenho possibilidade (ou vontade) de reserver uma área específicamente para a fotografia, dado que moro num apartamento T2. Assim, a opção foi organizar uma das (pequenas) WCs de forma a permitir a utilização como laboratório.

A bancada, com os tabuleiros com os químicos, e toda a arrumação do material:

O chuveiro, onde seco os negativos (na revelação) e onde lavo as impressões:

O “sistema” improvisado de lavagem:

Mesmo com tudo montado, ainda “engana”:

A maior cedência foi o extractor de ar, essencial por causa dos químicos envolvidos. Tudo o resto manteve-se inalterado, bastando arrumar os tabuleiros no final de cada sessão para que a WC volte ao aspecto habitual. Faltará alguma decoração na bancada para disfarçar o real objectivo, mas é um bom compromisso.

Existe assim uma clara separação entre a zona “seca” (ampliador, corte de papel, negativos, etc) e a zona “molhada” (onde estão os químicos e lavagem). O papel é transportado numa caixa entre as zonas, de forma a minimizar a possibilidade de apanhar luz. Como é evidente, fecho sempre todas as janelas e portas de forma a que esta zona da casa fique o mais escura possível; resta apenas uma lâmpada de luz vermelha (amovível, por enquanto) em cada um dos espaços.

Ampliador

Como vivo num apartamento sem uma área que possa dedicar exclusivamente à fotografia, optei por aproveitar da melhor forma possível o espaço disponível tentando manter as suas funcionalidades originais. Não será uma maravilha do ponto de vista estético, mas resolve-me o problema.

Assim, num canto do meu quarto (!), o ampliador:

O ampliador é um LPL 7451; permite ampliar negativos até 4×5″, sendo um modelo bastante compacto. Mais informações aqui: link.

Três ganchos “Powerstrip” suportam a flanela preta, que pode ser removida em qualquer altura. O objectivo, é, claro, diminuir os possíveis reflexos da lâmpada do ampliador. Não visível na fotografia está, ao lado, uma cómoda onde guardo os vários acessórios e papel. Sobre esta está um pequeno candeeiro com a lâmpada de luz vermelha.

Brevemente coloco aqui imagens da área de laboratório propriamente dita.

Obturadores

Shutters benefit from being fired every few weeks. In storage, shutters should be left uncocked, and on one second speed. It is best not to leave the lenses in areas of high heat, which can cause lubricants to run. In use, shutters work best in near room temperatures. During cold weather, try to keep your equipment warm. It is best not to change speeds AFTER cocking, as a general practice, on mechanical cameras. Remember to test your equipment all functions before you plan to use it. Be diligent about keeping your equipment away from dust, sand, water, and oils.

Citação encontrada aqui, no site de Jurgen, considerado um dos grandes especialistas em “folding cameras”.

Tempos de revelação D-76

Supondo rotação (ou agitação contínua), e diluição 1+1. A primeira coluna refere-se à temperatura da solução. Os filmes indicados são os que normalmente uso, com o respectivo ISO.

Temp HP5@400 HP5@800 HP5@1600 Acros@100 FP4@125 Fomapan@100
16 16m10s 20m30s 22m25s 13m 13m35s 12m25s
17 14m45s 18m40s 20m20s 11m55s 12m25s 11m15s
18 13m20s 17m 18m30s 10m50s 11m20s 10m20s
19 12m10s 15m20s 16m50s 9m50s 10m15s 9m20s
20 11m 14m 15m20s 9m 9m20s 8m30s
21 10m 12m45s 14m 8m10s 8m30s 7m45s
22 9m 11m30s 12m40s 7m25s 7m45s 7m
23 8m15s 10m30s 11m30s 6m45s 7m 6m25s
24 7m50s 9m30s 10m30s 6m10s 6m25s 5m50s

Brevemente farei uma tabela destas para o Rodinal, já que irei começar a usá-lo.

Nota: Não me responsabilizo por resultados inesperados. Estes tempos foram calculados a partir das tabelas do Digital Truth, considerando uma redução de 15% do tempo devido à agitação contínua e variações de 10% de tempo por grau centígrado. O que já testei desta tabela funcionou correctamente.

Resolução do GF, novamente

Mais para referência minha do que uma novidade, mas aqui fica:

gf2400002_crop2

gf2400002_crop

Estes são crops a 100% da digitalização a 2400dpi (num Epson V700) de um negativo de GF. A imagem completa é esta:

gf_089

Tentem identificar as zonas “aumentadas”…

Seria possível ter ainda mais detalhe se digitalizasse a 3200dpi, creio. A partir daí, parece-me que a resolução extra resulta exclusivamente de interpolação por software (apesar do scanner anunciar 6400 dpi de resolução óptica).