Rochas

Ontem resolvi começar a olhar para os negativos de médio formato; até agora só tinha ampliado em laboratório as mais apetecíveis chapas de 4×5″. Voltando atrás no tempo, encontrei uma série que gostei particularmente, feita em Setembro de 2007. A primeira ampliação acabou por ser uma nova interpretação do negativo; anteriormente, tinha visualizado esta imagem com menos contraste, e retendo maior gama tonal no céu/nuvens. Desta vez, optei por uma imagem mais “gráfica” e minimalista:

Fuji GA645, Filtro ND400, Ilford FP4+ revelado em Ilfosol-S.

Ampliei mais algumas desta série; apesar de ter “estranhado” um pouco as imagens resultantes (pelo maior contraste em relação ao habitual), acabei por gostar deste novo olhar. A reter também o facto de que estes negativos de 6×4.5cm “aguentam” bem a ampliação, não havendo grão visível em impressões de aproximadamente 30×40cm.

O laboratório

No seguimento do artigo anterior, partilho agora o meu laboratório. Como referi anteriormente, não tenho possibilidade (ou vontade) de reserver uma área específicamente para a fotografia, dado que moro num apartamento T2. Assim, a opção foi organizar uma das (pequenas) WCs de forma a permitir a utilização como laboratório.

A bancada, com os tabuleiros com os químicos, e toda a arrumação do material:

O chuveiro, onde seco os negativos (na revelação) e onde lavo as impressões:

O “sistema” improvisado de lavagem:

Mesmo com tudo montado, ainda “engana”:

A maior cedência foi o extractor de ar, essencial por causa dos químicos envolvidos. Tudo o resto manteve-se inalterado, bastando arrumar os tabuleiros no final de cada sessão para que a WC volte ao aspecto habitual. Faltará alguma decoração na bancada para disfarçar o real objectivo, mas é um bom compromisso.

Existe assim uma clara separação entre a zona “seca” (ampliador, corte de papel, negativos, etc) e a zona “molhada” (onde estão os químicos e lavagem). O papel é transportado numa caixa entre as zonas, de forma a minimizar a possibilidade de apanhar luz. Como é evidente, fecho sempre todas as janelas e portas de forma a que esta zona da casa fique o mais escura possível; resta apenas uma lâmpada de luz vermelha (amovível, por enquanto) em cada um dos espaços.

Ampliador

Como vivo num apartamento sem uma área que possa dedicar exclusivamente à fotografia, optei por aproveitar da melhor forma possível o espaço disponível tentando manter as suas funcionalidades originais. Não será uma maravilha do ponto de vista estético, mas resolve-me o problema.

Assim, num canto do meu quarto (!), o ampliador:

O ampliador é um LPL 7451; permite ampliar negativos até 4×5″, sendo um modelo bastante compacto. Mais informações aqui: link.

Três ganchos “Powerstrip” suportam a flanela preta, que pode ser removida em qualquer altura. O objectivo, é, claro, diminuir os possíveis reflexos da lâmpada do ampliador. Não visível na fotografia está, ao lado, uma cómoda onde guardo os vários acessórios e papel. Sobre esta está um pequeno candeeiro com a lâmpada de luz vermelha.

Brevemente coloco aqui imagens da área de laboratório propriamente dita.

Edifício

Gostei das relações de luz e sombra, a realçar as várias geometrias:

Shen Hao TZ45-IIb, Schneider Symmar-S 210/5.6, Fomapan 100 revelado em Rodinal 1+100

Ampliações recentes

Fotografia feita há quase um ano (e já por aqui publicada), ampliada no Domingo. Ficou bem, creio. Digitalização do negativo:

Shen Hao TZ45-IIb, Schneider APO Symmar 150/5.6, Fomapan 100 revelado em D-76

É uma alegria ver a colecção de fotografias “reais” a aumentar… :)